quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BAAL ( O ZELADOR DO MUSEU DE CERA )


Aquilo não estava envolvendo só cera. Por mais que ele gostasse de esculpir seus bonecos, aquilo era o absurdo dos absurdos. Ele estava estático. Perfeito. Sua pele lisa e brilhante. Até mesmo da distância da porta para onde o boneco estava ,notava-se o brilho no olhar do boneco. Era real demais. Como possível que alguém do dia para noite, pudesse ter saído das pequenos e feias esculturas para uma criação divina como aquela?
Na verdade nunca tinha visto aquele boneco no porão. Nada entra ou sai sem a minha vistoria. Doutor Will estava apreciando cada detalhe de sua nova obra. Ouvi bem distante o telefone tocar, e Doutor Eliot Price, saiu de cena. Essa seria minha oportunidade de saber que boneco era aquele. Por mais que conhecesse meu patrão, nunca se quer o interrompi quando estivesse criando.
Entrei no salão, onde guardávamos restos de outro bonecos caso precisamos para repor em outros bonecos, fui caminhando penetrado naquela figura. A sensação que tive quando aproximei por centímetros dele, era que já o conhecia de algum lugar. Estava com cheiro de cera recém quente.
Impressionante como era perfeito aquele boneco. Foi quando vi seus olhos moverem bruscamente em minha direção, pulei para trás de susto derrubando todo o matéria sobre a mesa. Não estava acreditando era o sócio de Eliot , senhor Stwart
Mas como era possível? São uma pessoa de sangue frio pudesse fazer o que fez! O barulho da queda do material que estava sobre mesa foi tão alto que acho até a vizinha do lado do museu ouviu. Corri em direção a porta, e para minha surpresa, uma corrente de vento fechou a porta, travando a fechadura.
Quando virei para correr em outro sentido, Doutor Eliot Price, já estava nas minhas costas. Enfurecido, suspendeu-me pela garganta. Nunca tinha visto tal figura. Seus olhos brilhavam como fogo, sua respiração era mais ofegante, seu braço pelo qual me suspendia era totalmente estourado em veias.
“Como atreveu-se?”
“Senhor... eu não queria atrapalhá-lo”
“Você já me atrapalhou inútil. Agora, você também fará parte da minha coleção.”
“Que Coleção senhor?”
Fui lançado sobre a mesa, deslizei e cai ao chão. Fui reerguido novamente.
“Eu quero que esse museu tenha vida, chega de bonecos e bonecos. Precisamos das um toque diferente a tudo isso. E hoje, descobri o quanto é maravilhoso a escuridão. “
Eu não tinha idéia vinha aquela força descomunal com a qual lutei para que não fosse amarado na cadeira. Nela havia vário fios, torneiras e canos, dos mais finos ao mais grossos. O cheiro de cera era extremamente forte e o calor era insuportável.
Senhor Eliot estava alucinado. Louco. Ele correu para atrás de um pequeno painel e acionou um botão. O barulho dos canos ao meu redor, sendo preenchido de cera era apavorante. O primeiro tiro de cera pegou minha perna. Gritava. O segundo tiro pegou meu peito e minhas costas. O terceiro tiro foi meu rosto, ali, vi a morte na minha frente. Meu rosto queimava queimava e queimava que comecei a sentir a pela escorrer.
Para para para paraaaaaaaaaaaaaa... eu ajudo o senhor, mas não me transforme em boneco.
Will apertou o botão novamente. Ele veio lentamente em minha direção. Aproximou-se de mim.
“Apartir de agora, sua alma e minha. E você cuidará do meu museu para sempre. Eu quero mais pessoas para o museu.HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHHA ”

Nenhum comentário:

Postar um comentário